Baterista do The Doors demorou para perdoar Jim Morrison: “ele era um kamikaze”

10 de janeiro de 2020

Viciado em drogas e temperamental, Morrison morreu aos 27 anos em 1971.

Demorou três anos para o baterista do The Doors, John Densmore, visitar o túmulo do seu ex-colega de banda Jim Morrison. Em entrevista ao The Guardian nesta quarta, 8, o músico – atualmente com 75 anos – falou sobre a relação com o vocalista morto.

A rebeldia e o vício em drogas de Morrison fez com que os outros colegas de banda se afastassem dele, inclusive John Densmore: “Ele era um kamikaze que morreu aos 27 anos – o que posso dizer?”, explicou o músico. Ele ainda afirma que chegou a sugerir que o The Doors desse uma pausa na carreira, pouco antes da morte de Morrison. “Algumas pessoas queriam manter o motor ligado o tempo todo, mas eu pensava: ‘Espere um pouco. Talvez, se gravarmos um álbum a menos, talvez ele não morra’. Eu não era maduro o bastante para dizer isso com essas palavras. Eu não estava tentando dar espaço para a autodestruição dele, mas era uma época diferente”, justificou.

Densmore falou sobre como agiu na época da morte de Morrison: “Costumava responder à pergunta: ‘Se Jim estivesse por perto hoje, ele estaria limpo e sóbrio?’ Com um ‘não’. Kamikaze bêbado. Agora mudei de ideia. Claro que ele estaria sóbrio. Por que ele não estaria? Ele era esperto”.

Apesar da atitude inicial, as décadas mudaram o pensamento de Densmore, e agora o músico e escritor é um dos mais ferozes protetores do legado de Morrison. “Me levou anos para perdoar Jim. E agora sinto muita falta dele por sua arte.”

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