Slayer se despede de São Paulo com estilo

Slayer se despede de São Paulo com uma festa alegre, pesada e nostálgica

3 de outubro de 2019

Banda ainda se apresentará no Rock in Rio como parte da turnê de despedida.

Era janeiro desse ano quando o Slayer anunciou que seu pentagrama sangrento iria se despedir dos palcos com uma turnê mundial. A notícia quebrou o coração dos headbangers, que logo foram presenteados com o anúncio que Brasil seria uma das paradas do Slayer.

Na última quarta-feira à noite, 02, o Espaço das Américas recebeu de braços abertos o som pesado do grupo, mas o evento começou antes disso. A banda brasileira Claustrofobia esquentou o palco para o quarteto com o início de sua turnê Cachorro Louco. O set de apenas sete músicas contou com o single recém-lançado “Vira Lata”.

Com a bateria insana de Caio D’Angelo, o Claustrofobia mostrou que, apesar de estarmos nos despedindo de uma das maiores bandas do thrash metal, o futuro do gênero é brilhante. Os brasileiros fizeram jus ao nosso amor ao metal e revelaram aos desavisados o motivo pelo qual foram escolhidos para apresentar um novo set no Rock in Rio nesse fim de semana.

Minutos depois do Claustrofobia, o momento mais esperado da noite chegou. O véu preto desenhado com cruzes foi iluminado, alertando o público que o fim estava se aproximando. Um poderoso som explodiu nas caixas de som e o véu, que agora trazia o icônico logo do Slayer, caiu. Nos 90 minutos a seguir, o Espaço das Américas e as oito mil pessoas que ali estavam ficaram encharcados não apenas de suor mas também de emoção.

“Repentless” foi a canção perfeita para dar início ao que seria a noite mais celebrada e nostálgica dos fãs brasileiros de metal. Mas claro que o Slayer sabia disso quando escolheu a faixa para abrir o show, afinal, o grupo entregou um setlist que poderia muito bem ter sido produzido por um fã ávido e faminto pelos maiores hits de Tom Araya e companhia.

20 músicas formaram o último show da carreira do Slayer em São Paulo e citar hits à essa altura do campeonato é injusto, mas se algumas canções merecem destaque, com certeza são “Hell Awaits”, “Raining Blood”, “Dead Skin Mask” e “Angel of Death” – as três últimas sendo as músicas que encerraram o show. Ao tocar essas três faixas, Araya, Gary Holt e Kerry King se superaram. Olhando para o público, era possível ver homens, mulheres, crianças, adultos e idosos se emocionando e percebendo que a noite chegara ao fim.

Após encerrar com “Angel of Death” – e sem nenhuma pausa ou bis -, o grupo continuou no palco para se despedir. De pé, olhando para as oito mil pessoas, Araya, Holt, King e Paul Bostaph encararam os fãs brasileiros pela última vez. “Sentiremos sua falta”, disse o vocalista, “Tchau”, ele se despede em português.

Fonte: Wiki Metal

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